TL;DR
Um cluster pequeno de 3 nós de 4 vCPU e 16 GiB custa o mesmo nas duas nuvens em São Paulo: US$ 743,14 por mês de 730 horas, com preços oficiais de 26/09/2026. O plano de controle (US$ 0,10 por hora) é menos de 10% disso; os nós são mais de 90%. As máquinas equivalentes (Azure D4s v5 e AWS m6i.xlarge) custam os mesmos US$ 0,306 por hora sob demanda. Portanto, o custo do Kubernetes é principalmente o custo dos nós, e a economia vem de pedir menos recurso (requests certos), usar menos nós (escala até zero onde der) e máquinas mais baratas onde a carga aguenta interrupção (Spot).
A conta de um cluster pequeno
Três nós de 4 vCPU e 16 GiB, ligados o mês inteiro (730 horas), na região de São Paulo, com o plano de controle na camada de produção de cada nuvem:
| Item | AKS (Brazil South) | EKS (São Paulo) | Por mês, cada nuvem | Parte do total |
|---|---|---|---|---|
| Plano de controle | US$ 0,10/h (Standard) | US$ 0,10/h | US$ 73 | 9,8% |
| 3 nós de 4 vCPU e 16 GiB | 3 × US$ 0,306/h (D4s v5) | 3 × US$ 0,306/h (m6i.xlarge) | US$ 670,14 | 90,2% |
| Total do exemplo | US$ 743,14 | 100% |
Preços em dólar, sob demanda, Linux, lidos em 26/09/2026: Azure D4s v5 e AKS Standard pela API de preços do Azure; AWS m6i.xlarge pelos dados de preço de EC2 que a AWS publica para a região de São Paulo; EKS pela página de preços do EKS. Discos, rede, logs e impostos ficaram fora.
O empate não é arredondamento: as duas máquinas saíram a US$ 0,306 por hora. Para um time pequeno, a escolha entre AKS e EKS raramente é decidida pelo preço do nó.
Onde o dinheiro vai
- Nós: mais de 90% no exemplo. O número de nós é decidido pela soma dos requests, não pelo uso real: requests inflados compram máquina que ninguém usa.
- Plano de controle: fixo por cluster. Multiplica com o número de clusters, e aí passa a pesar: cinco clusters são US$ 365 por mês só de plano de controle.
- O que não entrou na conta: discos persistentes, balanceadores, tráfego de saída e observabilidade gerenciada. Cada um tem preço por região; some o seu uso na calculadora da nuvem.
Onde economizar
- Requests pelo uso medido. É o que decide quantos nós você precisa. O guia de requests e limits mostra como medir.
- Menos clusters fora da produção. Homologação e desenvolvimento em namespaces de um cluster só, ou, no AKS, na camada Free, que não cobra o plano de controle.
- Escala até zero. Consumidores de fila e jobs que ficam parados boa parte do dia podem ir a zero réplica com KEDA, e o autoscaler de nós devolve as máquinas vazias.
- Spot para o que aguenta interrupção. A D4s v5 Spot estava a US$ 0,0565 por hora na API do Azure, contra US$ 0,306 sob demanda. O preço varia e a máquina pode ser retomada: use para lotes, filas e ambientes de teste, não para a única réplica de um serviço.
Perguntas frequentes
O plano de controle é caro?
Numa conta típica, não. No exemplo de 3 nós, ele é menos de 10% do total. O que pesa são os nós, e por isso dimensionar requests e o número de nós é onde está a economia.
Spot vale a pena?
Para cargas que aguentam ser interrompidas (filas, lotes, ambientes de teste), sim. Na API de preços do Azure, a D4s v5 Spot em Brazil South estava a US$ 0,0565 por hora em 26/09/2026, contra US$ 0,306 sob demanda. Mas o preço Spot varia, e a máquina pode ser retomada pela nuvem a qualquer momento.
Os preços são em dólar?
Sim, como a Microsoft e a AWS publicam. A fatura em reais depende do câmbio e dos impostos do seu contrato.
O que ficou fora da conta?
Discos, balanceadores de carga, tráfego de saída, logs e métricas gerenciados, e backup. Todos têm preço próprio por região e costumam somar uma parte relevante; confira na calculadora de cada nuvem com o seu uso.